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A Dias Melhores

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Ele só tem 09 anos!
08/03/2009

Neste espaço sempre relatei fatos de adolescentes envolvidos com as drogas, mas o cenário geralmente eram as grandes favelas de São Paulo e Rio. Em muitos textos publicados mencionava que tudo o que existia de pior nos bolsões de pobreza, se via um pouco aqui em Alfenas. Esta semana, me deparei com algo que me fez pensar que estamos perdendo a luta para as drogas. Tive contato com uma criança de 09 anos viciada em crack. Meu Deus! O mundo parecia ter desabado. Pensei no meu filho da mesma idade, pensei nas crianças da Casa dos Meninos. Uma sensação de frustração e impotência me fez questionar: o que estamos fazendo errado? Numa dessas noites de insônia tentei encontrar resposta, o porquê que uma criança que deveria estar brincando estava viciada na droga mais avassaladora que existe. Na velocidade da luz a resposta se abateu sobre mim: Entendi que a rua cuida dos nossos filhos quando a família não cuida. Quando as crianças chegam às ruas os grupos já formados, as absorvem como se fossem seus filhos, e essas crianças em busca de carinho e proteção acabam se unindo a eles. Mas o que encontram è terror, violência e insanidade. A rua atrai, pois lá pode-se obter coisas que o mundo de casa não permite ter. Trata-se de um mundo muito rápido, ágil, fugaz, que tem um outro tempo: o de zoar, o de “dançar” ou não “dançar”, o de viajar ou de ficar horas sentado, deitado em um banco, conversando bobagens, dormindo, viajando de olhos fechados ou juntando-se de repente para dar um giro, para apanhar alguma coisa, conseguir algum “bagulho”, algum trocado ou... Planejar mais uma aventura. Enfim, a rua e a “turma” oferecem e representam o que a família e o bairro deixaram de oferecer e de representar. Para ser sincero a tristeza se abateu sobre mim, pois, tenho conhecimento que dificilmente usuário de Crack consegue se recuperar. Algumas pessoas estão empenhadas em ajudar, autoridades, membros do conselho tutelar, ONGs, etc. Mas sinto que falta algo. Falta o principal, falta o comprometimento da família. Como mencionei se a família não cuida, a rua cuidara. É muito comum ouvirmos afirmações do tipo: Eu nunca pensei que isso fosse acontecer na minha família! É claro que ninguém espera, e muito menos deseja, que um membro da família, ou um amigo, venha a se envolver com drogas. Mas, infelizmente, isto pode acontecer. Principalmente com as proporções epidêmicas que o uso e o abuso das drogas vem atingindo no mundo inteiro, inclusive aqui, perto de nós. O problema, muitas vezes, começa na própria família, com drogas lícitas como o álcool, o cigarro, os medicamentos e outros produtos, que aparecem entre as principais causas de morte evitáveis. Algumas atitudes são fundamentais para evitar que nossos filhos possam evitar as drogas: Manifestações de carinho e amor são sempre bem vindas. Abrace, beije, incentive os filhos a fazer algo bom, mesmo em público. Fortaleça os vínculos entre os membros da família, incentivando o clima de afetividade, sinceridade e companheirismo entre todos. Reduza a influência negativa que possa vir de outros grupos. Faça com que o ambiente familiar seja atrativo e aconchegante. Faça com que seu filho se sinta bem em sua própria casa. Encontre tempo para conversas e consultas freqüentes sobre qualquer assunto. Reserve um tempo especial para cada membro da família. Mantenha em casa um clima de diálogo franco e aberto. Converse com seus filhos sobre o consumo de álcool e de outras drogas, mas também sobre demais assuntos que fazem parte de seus interesses. Álcool e cigarro são drogas lícitas, mas evite consumi-las, se não quiser estimular os filhos a fazer o mesmo. Viva o que você recomenda aos seus filhos. Mesmo que os contestem ou questionem, terão nos pais os melhores exemplos e guias. Vou torcer para que as flores se abram mesmo que amanha esteja cinzenta.
(Vander Cherri Marcolino – Advogado - Fundador da ONG)

Autor / Fonte: Vander Cherri

 


“Quando entrei no Banco SICOOB, vi a oportunidade que eu tive e pensei: “eu tenho essa chance, não posso nem cogitar a ideia de não fazer por merecer”. E assim me dediquei totalmente a minha carreira; quis ser melhor não apenas pra mim, mas também para minha família. Eu não passei muitas dificuldades, mas sei que eles já passaram, então decidi mudar isso. Corri atrás, ainda corro, e vou correr muito. Tudo isso foi possível pela ajuda da Dias Melhores.”

PEDRO LACERDA

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