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Alunos Analfabetos
01/10/2008

Estudo mostra que 12% dos alunos de 1ª a 4ª série não sabem ler nem escrever
O resultado de um simples ditado, feito pela equipe técnica da ONG Dias Melhores em alguns estudantes do 4º ano do ensino fundamental que participam das atividades da entidade, revela o tamanho do fosso entre o que ensinam as lições no quadro-negro e o que aprendem os alunos. Nesse caso, entre 13 e 16 anos. Diante do som das palavras, relacionadas pela aplicadora do ditado o aluno improvisou um alfabeto próprio, em nada semelhante às letras convencionais.

É um exemplo dramático de uma realidade: o acesso à escola não é passaporte para o aprendizado na rede pública de ensino no Brasil. O analfabetismo ainda é a sombra que nubla o futuro de 12% dos estudantes de 1ª a 4ª série (2º a 5º anos do novo ciclo fundamental). Incorporados ao sistema educacional, eles engrossam a estatística que indica a quase universalização do ensino - os dados apontam que 3% das crianças estão fora das salas de aula -, mas estacionam nos primeiros anos de escola. Ou são aprovados sem conseguir ler ou escrever.

Os dados são do Instituto Ayrton Senna, que atua, com um dos seus programas de alfabetização, em 527 municípios. O analfabetismo é maior entre os alunos que estão fora da série prevista para a sua idade.

Talvez a culpa por tantas aberrações se deu quando as escolas públicas abriram as portas para a quantidade, abriram a rede para todos os níveis de crianças. E a escola não se preparou. A quantidade entrou pela porta da frente e a qualidade saiu pela porta de trás. E o analfabetismo no ensino fundamental é um dos principais sintomas da má qualidade do ensino. É preciso investimento na formação inicial do professor para mudar essa realidade.
Um dos pontos centrais é a formação inicial dos professores. Quando a escola é para todos e todos estão na escola é preciso que esse professor esteja preparado. Infelizmente, muitos professores não estavam preparados. Foi uma combinação explosiva. O desafio da universalização foi quantitativo. Mas perdeu-se qualidade, os alunos não conseguem evoluir na escola.

Observando alguns estudantes de 13, 14, 15 e 16 anos que freqüentam A ONG Dias Melhores, deparamos com a triste realidade: Os alunos estão concluindo o ensino médio sem saber ler e mal sabem assinar o nome. Muitos não podem participar de cursos oferecidos pela ONG, pois aprenderam apenas a desenhar a letra. As escolas não exigem sequer que o aluno escreva, que produza um texto. Eles chegam ao ensino médio sem noção de como construir um raciocínio escrito. Eles aprendem a desenhar a letra. Essa é uma realidade em quase todas as redes. As escolas deixaram de ser interessantes. Para alfabetizar os alunos que freqüentam a Dias Melhores, a instituição esta desenvolvendo parceria com estagiários da Unifenas e Unifal para aplicação de aulas de reforço, leitura e alfabetização. É uma corrida contra o tempo. Texto: (Vander Cherri)

Autor / Fonte: Vander Cherri

 


“Quando entrei no Banco SICOOB, vi a oportunidade que eu tive e pensei: “eu tenho essa chance, não posso nem cogitar a ideia de não fazer por merecer”. E assim me dediquei totalmente a minha carreira; quis ser melhor não apenas pra mim, mas também para minha família. Eu não passei muitas dificuldades, mas sei que eles já passaram, então decidi mudar isso. Corri atrás, ainda corro, e vou correr muito. Tudo isso foi possível pela ajuda da Dias Melhores.”

PEDRO LACERDA

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